Internet Educada “e-Mail”

Sempre tive problemas com pessoas que costumam guardar de tudo, e sempre com aquela velha desculpa de que vai precisar lá na frente, quando na verdade não vai precisar e, se precisar e a coisa não existir mais, dar-se-á um jeito de contornar o problema.

Baseado nessa mania, as pessoas têm trazido para o mundo virtual o desejo de guardar toda e qualquer porcaria que recebe por email, e também coisas importantes que já foram utilizadas e não servem mais, apenas pelo mesmo motivo de achar que ainda vai precisar um dia.

Às vezes tenho saudade do tempo em que tínhamos pouco espaço para salvar arquivos e limitação para nomes dos mesmos, não éramos obrigados a escrever um nome como todos os substantivos e adjetivos que achamos que poderia conter o nome. Imagina você que hoje escreve um arquivo com o nome “Relatório anual do primeiro semestre para elaboração do orçamento para 2035 com anotações da gerência geral.doc”, e no passado poderia apenas escrever “RelAnua.doc”, o nome curto era ruim, mas confesso que era mais fácil, facilitaram a vida, mas criaram um problema para os bagunceiros de plantão.

Mas voltando à questão do email, que foi o meu ponto de partida para esse texto, vemos hoje um esbanjamento na questão de utilização de espaços em disco dos computadores, o grande problema nisso tudo é que apesar de termos hoje discos rígidos enormes, provedores de informações que nos fornecem muito gigabytes de espaços, a mentalidade não evolui.

Um exemplo clássico principalmente nas empresas é do usuário que recebe um arquivo, grava no computador, grava no diretório da rede e se sentir ainda ameaçado de perder grava em um pen drive. Depois ele encaminha para alguém da empresa que também precisa do documento e essa pessoa faz as mesmas coisas que quem lhe enviou fez, ou seja, o mesmo arquivo vira centenas, dependendo do tamanho da empresa. Fora o cidadão que acha que uma solicitação deve ser repassada para dezenas de pessoas.

E para piorar a situação as pessoas estão achando que email é bate-papo, e não é, ele deve ser utilizado de forma direta e objetiva, experimente pegar um dos emails que você enviou e tire tudo que não for necessário, tire aquela assinatura enorme, o nome da pessoa do cabeçalho, pois se está enviando para um endereço específico ela saberá que e para ela, tire aquele bando de texto que você coloca para tentar convencer o remetente de que sua vontade deve se prevalecida ou de que você realmente sabe escrever bem, não seja pragmático, a palavra de ordem é “Direto e Objetivo”.

Se, vamos questionar esse uso, recebemos todos os tipos de desculpas, de que vai que o computador dá pau, de que vai que a Internet falha, vai que perde o pen drive, etc.

No passado o usuário era obrigado a deixar somente o mais importante, e isso não só traz melhoria para a economia de espaço em disco, o link de internet e da rede é menos utilizado deixando mais rápido, facilita o sistema encontrar a informação que você procura, fica mais fácil se organizar, e em um possível desastre a recuperação é mais rápida.

Então como dica, pedimos que, compartilhem seus arquivos através dos recursos da rede, envie uma informação somente para quem for realmente necessário, coloque somente o conteúdo na mensagem que realmente vai interessar, comece a pensar o quanto de informação inútil você gera e multiplique pela quantidade de vezes que uma mensagem por ir e voltar e multiplique por milhares de pessoas fazendo isso.

Fazendo esse cálculo mentalmente perceberá que colaboramos e muito para a bagunça toda.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.